
Quanto barulho três Velhinhos conseguem fazer!
Tímpanos estourados e sorriso enorme na cara. Foi assim que as pessoas saíram do Chevrolet Hall. Ainda que o som dos dois palcos não tenha ajudado nada. O do palco principal, em especial, acabou com o show do Matanza. No do Motörhead, o som começou baixo, foi aumentando e terminou de forma ensurdecedora, deixando todo mundo com os ouvidos zunindo(Heheheheheheh).
O público compareceu em massa, o que quebrou uma certa expectativa negativa em função dos “show do Iron Maiden também aqui no Recife. Rodas-de-pogo foram abertas durante toda a noite, e delas participavam a nova geração de fãs do rock até a velha guarda do metal. Como sempre, nenhum incidente violento, clima família e paz reinando absolutos.No que esteve ao alcance das bandas, todas elas – exceção feita ao Matanza, que realmente deixou um pouco a desejar, mesmo sendo prejudicado pelo péssimo som em seu show – fizeram ótimas apresentações.
Amp no Abril Pro Rock 2009
A Amp fez questão de tocar no volume máximo. E, como de costume, deu muito certo. Felizes da vida com o lançamento de seu primeiro disco, “Pharmakodinamica”, a banda presenteou o público com seu stoner rock vigoroso, com discretas camadas de rockabilly, e muita, mas muita mesmo, disposição para “azucrinar” os ouvidos alheios com o que de melhor se produz neste subgênero do rock. “Acidez”, com seu vocal rasgado, instrumental distorcido e letra na linha “Queens of The Stone Age de ser”, foi o grande momento deles.
Seguindo a cartilha do stoner, o goiano Black Drawning Chalks deu a sorte de tocar com o chevrollet já cheio. Uma banda muito boa tecnicamente, mas a passagem da banda de Lemmy é tão devastadora que fica difícil depois lembrar do que veio antes. A banda possui boa presença de palco, demonstra maturidade apesar da pouca idade de seus integrantes e do pouco tempo de carreira.
Decomposed God no Abril Pro Rock 2009
Aí foi a vez do death metal do
Decomposed God. Comemorando 18 anos de atividade, a banda tocou já com casa cheia, o grupo ainda conseguiu deixar o público ainda mais impressionado com tanta fúria despejada no palco. Com repertório baseado em seu último disco,
“Bestiality”, lançado no ano passado, o Decomposed God foi tocando um a um os seus sons, com o vocal gutural de
André e a bateria de
Wagner como destaques principais. Fecharam o show com
“Nicroped Lier”, sua música mais elaborada, um bom, velho e legítimo death metal, um gênero do metal que talvez nem existisse se não fosse por certos velhinhos loucos que tocaria depois deles, e aquele que inventou o tal de vocal gutural, Lemmy Kilmister.
No palco dois o som tava mais nítido do que no principal. Todos os shows foram excelentes, mas quem se deu bem de fato foi o Decomposed God, que tocou para casa cheia e repetiu uma ótima performance que fizera no Abril pro Rock de 2002. Bom público, mas com uma estrutura de som deixando a desejar. Positivo no final das contas mas, com alguns ajustes e melhorias a serem feitos.
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